Archive for Abril 2013

Je suis imbécile



Je vois mes amis lisant Edgar A. Poe, John Fante, Murakami, Caio Fernando Abreu. Je les vois regarder des films d'Almodóvar, Lynch, Polanski, Godard. Reproduire dans leurs guitares et des tambours airs par Caetano Veloso, Edith Piaf, Radiohead, The Tincoãs. Mais aucun d'entre eux est proche de tout ce que vous êtes en mesure de me montrer dans une demi-heure. Je suis un imbécile.

Nous divisé cafés, des cigarettes, de la bière et des barbecue. Eh bien, à l'exception des cigarettes. Je suis un imbécile. Vous détestez cigarettes, mais il se trouve que j'ai vu un film qui parle de cigarettes et de cafés. Je te vois partout. Parties de la vie que partagé, un peu plus que nous le pensons être capables de se diviser. Nous avons échangé quelques messages cette semaine. C'était bizarre. Même avec un simple "bonjour" froid lorsque vous essayez de me montrer avec votre silence que les choses vont mal. Je suis un imbécile.

Vous avez écrit pour moi et j'étais muet.

Je suis un imbécile. Après tout ce temps sans le voir, ou ne sachant pas comment s'est passée votre journée. Je m'excuse et j'espère que ma visite à son domicile un le lundi vous faire joyeux.

Je sais, mon français est horrible. Je suis désolé.

À bientôt.

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Raspas e Restos

raspas e restos por Tê Noronha 

Eu sei. Fiquei de te mandar notícias e só tenho enrolado. É verdade, é tanta enrolação que até eu estou de saco cheio. Pensei em mandar um postal só com "Tudo de novo. Mas, nada de novo". Você entenderia na hora, mas não ficaria satisfeita sem os detalhes.
E até teve o tempo em que eu adorava contar os detalhes da minha vida, mas hoje tudo aparentemente se repete.
Fico em duvida se digo que o trabalho vai uma merda ou se vai de boa na maré. Bom, não vai. Até no trabalho eu tenho enrolado.
Eu só bebo e fumo. Só vejo o tempo indo embora e eu não faço nada. Meu chuveiro tá quebrado, fica pingando direto e nossa! Como incomoda! Mas preciso terminar essa carta. Pelo menos essa. Seu aniversário tá bem aí, juro que queria te encher com notícias boas, mas eu não fiz nada pra que as notícias boas acontecessem. Você sabe minha teoria. As coisas acontecem quando você faz algo. Seja lá o que for. Seja lá o que você for.
E eu não fui e não fiz. Daqui uns meses eu solto um "como sempre, só pra variar".
Meu computador pifou, então espero que você ainda lembre da minha letra e entenda esses garranchos. Mas em matéria de carta, pra mim tem que ser escrita mesmo. Pra você sentir quando escrevi tão rápido de tão empolgada que estava.
Mas agora você deve perceber pelas letras redondinhas o quão entediada estou. Só não faço corações no lugar de pingos nos 'is' que é pra não sacanear. Tou tentando terminar sua carta há quase duas semanas. Dei um tempo no café, exagerei na cerveja. Exagerei mesmo. Perdi meus óculos e a pasta do trabalho.
Não tinha documentos importantes, só uns rabiscos de crônicas. Meu livro nunca vai pra frente mesmo.
Domingo talvez eu vá à praia com o Vicente. Ele anda no mesmo marasmo que eu. Acho incrível ter trocados pra umas cervejas e até comprei uns livros.
Faz tempo que não leio como antes. Três ou quatro livros de uma vez.
Adiei a tatuagem de novo. Até lá, vou mudar o desenho mil vezes. Queria que você estivesse aqui pra me ajudar a escolher. É, eu sei. Você não ajudaria muito. Na verdade, me deixaria mais confusa.
No fim a gente acostuma, não é?
Ia escrever mais (quem sabe na próxima?), mas agora é hora da cerveja!




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A little more green




"as pessoas nos marcam, carnalmente, todos os dias, não é? 
metafórica ou literalmente. Às vezes de ambas as formas."


Os tempos bons estão nos matando. E quem se importa se não durmo há 36hrs? Quando essas mesmas 36hrs são preenchidas com abraços, Caetano sussurrando em meio à nossas mãos ao vento e a cerveja gelada na praia?
Quem se importa se estamos lendo o mesmo conto do Caio pela terceira vez? Quando esse mesmo conto virou um espetáculo teatral tão maravilhosamente cheio de referências que fazem parte de nossa vida, que estão em nossas peles e tornam nossas almas menos áridas a cada dia que passamos juntos.
Não vou me preocupar em ver que horas já fazem que estou sentada aqui.
O que importa é o que te faz abrir os olhos de manhã. E nem falo de faculdade, de trabalho, de programas de TV. Falo de toda essa gente que pouco a pouco gruda na nossa pele e que com o tempo, já não dá mais pra viver sem. É uma pulseira, é um carinho, é uma carta, é aquela mistura de cheiros que dá até ciúme se a gente sentir em outra pessoa.
O que importa é o que te quebra em duas cidades. Ou mais de duas, não ligo lá tanto pra número. O que importa é toda essa gente que rasga nossa alma a cada "eu lembrei de vocês em tal momento", a cada foto onde no lugar da gente tem um papel e um desenho horrível com nosso nome, a cada brinde dedicado, a cada vídeo feito às pressas numa madrugada bêbada, a cada sms de bom dia.
Deixa esse tempo bom nos matar, mas só se for com toda essa gente que não corre da raia à troco de nada.


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