Que reste-t-il de ces beaux jours

 
 
Que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de ces beaux jours
Une photo, vieille photo
De ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d' avril, des rendez-vous
Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse

Que reste-t-il de nos amours - Charles Trénet

 
Passei um longo tempo olhando pro teto. Algumas teias de aranhas aqui e ali ajudavam de certo modo a organizar os pensamentos. E pensando bem, os pensamentos nunca ficam organizados por mais esforço ou atividade de concentração que se faça.
Também não consigo deixar o saudosismo de lado. É algo tão forte quanto a Gravidade. Só que dessa vez sinto falta de coisas, sentimentos, lugares e pessoas que sei que nunca mais terei outra vez. Pelo menos nessa vida.
Esse ano fica marcado.
Assim como todos os outros.
Cada um com suas coisas. Cada um com sua vida. Cada um com suas mudanças.
Isso me faz questionar o "pra sempre" que gastamos todos os dias, em algumas horas e com essas pessoas que já se foram. Mas que fique claro que elas ainda estão vivas, ok?
Talvez o mais certo seja dizer "pra agora". 
É mais forte, creio. Mais válido. Mais verdadeiro.
Pelo fator "mudança" que há em tudo, o "pra sempre" acaba vivendo dentro numa balança. E por vezes perde o valor.
A gente não sabe lidar com os outros e não sabe abrir mão deles. 


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1 Response to Que reste-t-il de ces beaux jours

  1. Pamela says:

    obrigada por escrever o que eu to sentindo.